"Petúnia representava os meus
princípios de castidade do corpo e de pureza do espírito, era uma áurea repleta
das virtudes que eu sonhava reter em uma pintura colorida que devo ter pintado
aos seis anos. Era ela um retrato imaculado das minhas recordações, dos meus
sonhos de épocas livres do ego; era o anjo dos vitrais e a fada dos contos. Em
seus olhos se desnivelou o reflexo e a cura para as minhas angústias, para as minhas
nostalgias. O meu saudosismo aparentemente infundamentado, efetivamente
incompreendido, precipitadamente repudiado porém irreplegível, era a
metamorfose pela qual o destino me impôs para, por fim, compreender que a minha
existência agia em função do propósito divino de amá-la."
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